Baile anos 50

É realizado na Casa do Sol

Os anos 50 são conhecidos como “Anos dourados”, e não é a toa: discos, saias rodadas, jaquetas de couro e outros itens remetem a uma época em que muitos dos nossos moradores eram jovens. Foi a temática perfeita para um baile, que fez com que os idosos relembrassem isso.
O baile foi preparado pelos seis estagiários de Psicologia UNIFESP, que se despediram de nós em grande estilo. Foram alguns dias compondo a decoração do auditório, com muitas bolinhas, discos e cores. Não podia faltar música, claro! Um dos estagiários, Vitor Koichi Iwakura Fugimoto disse algumas palavras no microfone, seguido do morador Hugo Nunes Pio.

“É essa mocidade que a gente, que está numa idade mais avançada, tem esperança de que ajeite nosso Brasil. Vocês estão de parabéns, cativaram muitos moradores e podem ter certeza de que vão deixar saudade!”, agradeceu Pio pelo tempo em que estes jovens se dedicaram a fazer as tardes dos moradores mais alegre e interativa.
Este é o primeiro estágio de Vitor Koichi Iwakura Fugimoto na área de Psicologia. O estudante conta como foi o começo, em fevereiro. “Eu já trabalhei com idosos, mas nunca com os institucionalizados. Eu não conhecia a realidade da população que vive dentro de uma ILPI [Instituição de Longa Permanência para Idosos]”.
Ao longo do ano, eles desenvolveram um laço com os moradores. O que fica é o aprendizado. “Eles foram nos ajudando. A Renata ensinou muito para nós do que fazer, das aplicações de alguns testes. Da parte deles, aprendemos como esse cuidado é importante, tanto da nossa parte quanto do cuidado deles voltando para nós”.

Todos os anos, uma nova turma de alunos do curso de Psicologia UNIFESP passa cerca de nove meses (tempo de um ano letivo) estagiando no Residencial Casa do Sol, duas vezes por semana. Eles ficam responsáveis pelas atividades Oficina da Memória, em que são utilizados recursos audiovisuais, música e outros para manter viva a memória do idoso; o Grupo de Estimulação, em que usam jogos educativos e exercícios de estimulação cognitiva, como jogo dos sete erros e caça palavras; A Rádio do Sol, onde o aparelho de som é levado para o espaço de maior concentração dos idosos em momentos de aguardo para a refeição do café da tarde; o Grupo de Mulheres e Grupo de Homens. Alguns estagiários também acompanham os moradores em passeios externos, para avaliação individual e grupal do comportamento.
A parceria entre a instituição filantrópica e a universidade existe há 10 anos. A psicóloga Renata Mariano Marques é a supervisora. Segundo ela, é ótimo para os futuros psicólogos um trabalho como este e, para ela, é bom ajudar na formação deles. “Eles trouxeram mais gás, ideias, técnicas mais criativas. A interação deles com os idosos foi muito boa. Estavam sempre querendo aprender e tirando dúvidas, que sempre vão ter na formação”, afirma.
Ainda não foi definido o próximo grupo de estudantes que farão parte da equipe da Casa. Por enquanto, esta turma vai deixar saudade nos moradores!